31 maio 2020

Chegada do frio preocupa produtores rurais, no Paraná






Mesmo sem a chegada do inverno, o Paraná já registrou geadas neste ano. A chegada do frio preocupa produtores rurais do estado, que já estão enfrentando problemas causados pela falta de chuvas.

Já no início de maio, o estado registrou geadas. O fenômeno voltou a se repetir no fim do mês, quando cidades dos Campos Gerais, Sul e Região Metropolitana de Curitiba tiveram geadas e recorde negativo de temperatura.

Com o frio se aproximando, quem vive no campo está em alerta. É o caso do agricultor Antônio Marcos Reiner, que produz hortaliças em Guarapuava, na região central do estado. Além do trabalho diário para manter a produção bonita, o clima precisa ser um aliado.

“Há uma grande preocupação com o frio. Os túneis de lona estão montados, mas aqui na região venta muito, então, às vezes, a gente tem que ficar até tarde da noite, com lanterna, cobrindo a plantação, pra não deixar a geada prejudicar muita coisa”.
Antes de se preocupar com as geadas, até poucos dias, o produtor tinha outro problema: a estiagem.

“Por conta da falta de água, a gente atrasou um pouco o plantio. Agora, que normalizou um pouco a chuva, vem a preocupação com o frio”, diz.


Milho


Além das hortaliças, o milho também sofre com as baixas temperaturas Em boa parte dos 230 hectares de milho safrinha cultivados pela família Pagnan, em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná, o grão ainda está verde.

Uma nova onda de frio agora poderia provocar estragos na produção. Por enquanto, a lavoura conseguiu escapar das geadas o que é motivo de comemoração para o agricultor Júnior Pagnan, filho do proprietário da fazenda.

“Essa semana foi mais uma semana vitoriosa. Foi muita sorte ter escapado de mais um frio que estava previsto pra chegar no início da semana”, comemorou.

Júnior explica que para plantar milho safrinha no sudoeste do Paraná é necessário financiamento e cobertura de seguro. Nessa época de dias mais frios e com menos horas de Sol, o ciclo da planta se torna mais longo.

A safra que está no campo só vai ser colhida no fim de junho. Até lá, Júnio diz que precisa manter um olho na lavoura e outro na previsão do tempo.

“Cada dia é uma emoção que você está passando. O coração vai a um milhão porque você tem que passar por isso pra conseguir ter os frutos, mas é uma emoção a cada dia que passa”, conclui o agricultor.


Café


O inverno também costuma ser uma época de preocupação para os cafeicultores, que até hoje recordam a geada registrada em 1975, que mudou a história do estado.

Na propriedade do agricultor José Valter Fassula são 10 hectares plantados com café. A colheita na região costuma começar no mês de junho, mas, desta vez, começou antes.

O cafeicultor disse que precisou escolher entre antecipar a colheita ou perder parte da produção, por conta da falta de chuva. Com a falta de água, o ciclo do grão acelera, mas traz prejuízos. “A gente calcula de 25 a 30% de perda na safra deste ano”, diz José.

O engenheiro agrônomo Romeu Gair, do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná, explica que o café que amadurece precocemente fica menor e mais seco, pesando menos do que os grãos que seguem o ciclo normal.

“A falta de água faz com que menos nutrientes cheguem até os frutos e, por isso, ele fica menos granado”, explica.

O engenheiro diz ainda que a seca não afeta apenas a colheita deste ano. É ainda durante esta safra que os pés de café que estão produzindo começam a se formar para a safra próximo ano, que também pode ser afetada.

“Como o café é uma lavoura anual, é uma cultura perene, este ano, a planta já está se desenvolvendo para a produção do ano que vem. Então, o efeito da seca no crescimento da planta neste ano vai ter um reflexo na produtividade do ano que vem.”

A área de produção de café no Paraná diminuiu em 2020, na comparação com 2019, passando de 38 mil hectares para 36,1 mil hectares.

A estimativa era produzir 4% mais do que em 2019, chegando a 1 milhão de sacas. Por conta da estiagem, a previsão está sendo revista. Agora, a estimativa é que a produção fique igual à do ano passado, com 940 mil sacas.

O economista do Departamento de Economia Rural, da Secretaria Estadual da Agricultura, Paulo Franzini explica que o aumento no preço da saca, por conta do câmbio e outros fatores, pode aliviar os prejuízos.

"Nós tivemos dois anos de preço baixo, abaixo de R$ 400 a saca. Agora, nós estamos com um preço até acima de R$ 500 a saca”, afirma.

De olho no céu


A meteorologista Angela Costa, do Instituto Agronômico do Paraná, em Londrina, no norte do Paraná, explica que a estiagem que vem atingindo o estado há meses é uma das maiores da história.

“A estiagem já vem desde 2018, ficamos com as chuvas abaixo praticamente uns sete meses. Em 2019, aqui no norte, só tivemos chuva acima da média em dezembro. Os demais meses ficaram abaixo. Agora, em 2020, todos os meses estão abaixo da média", disse

Segundo a meteorologista, a chuva que caiu no estado em maio não foi suficiente pra suprir a necessidade hídrica do solo. A previsão para os próximos meses é de muito frio e pouca chuva.

“Nós teremos um inverno dentro da normalidade, com entradas de massas de origem polar. As temperaturas em declínio vão nos acompanhar durante a estação, o que está dentro da normalidade”, explicou.


Reprodução: G1 

Coronavírus: Paraná tem 181 mortes e 4.473 casos confirmados, indica boletim





Das oito mortes confirmadas neste sábado, seis pacientes eram homens e duas mulheres. Todos estavam internados, conforme a Sesa. Cinco pessoas eram moradoras de Curitiba. Veja abaixo:

Idosa de 75 anos que morreu quinta-feira (28), em Curitiba
Idoso de 91 anos que morreu no sábado (23), em Curitiba
Idoso de 74 anos que morreu no domingo (24), em Curitiba
Homem de 38 anos que morreu na quarta-feira (27), em Curitiba
Idoso de 85 anos que morreu na quarta, em Curitiba
Idosa de 65 anos que morreu na quinta, em Londrina
Idoso de 67 anos que morreu na sexta, em Londrina
Idoso de 81 anos que morreu neste sábado, em Guaratuba
Casos de coronavírus no Paraná
Primeiros casos confirmados em 12 de março; primeiras mortes registradas em 27 de março
Fonte: Secretaria de Estado da Saúde (Sesa)
Leitos e internamentos
Conforme o boletim, 326 pessoas estão internadas por causa da Covid-19. Dessas, 243 em leitos do Sistema Único de Saúde (SUS), sendo 90 em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), e 83 em leitos da rede privada, sendo 38 em UTIs.

A Sesa informou que a média de ocupação dos leitos SUS exclusivos para a Covid-19 é de 31% neste sábado. Dos 1.781 leitos SUS, 559 estão ocupados por pacientes com suspeita ou confirmação de contaminação pelo novo coronavírus.

Casos por cidade
Segundo a secretaria, 246 das 399 cidades do estado têm ao menos um caso confirmado da Covid-19. Em 72 municípios houve registro de morte por causa da doença. Confira abaixo onde foram os novos casos divulgados neste sábado:

Cascavel: 42
Londrina: 40
Curitiba: 24
Cianorte e Pinhais: 7
Francisco Beltrão e Boa Vista da Aparecida: 6
Umuarama, Cornélio Procópio e Ibiporã: 5
Almirante Tamandaré e Toledo: 4
Guaraniaçu, Colombo, Ibema, Jaguariaíva, Maringá, Jataizinho, Tapejara e Moreira Sales: 3
Campina Grande do Sul, Arapongas, Guarapuava, Jacarezinho, Manfrinópolis, Medianeira, Ponta Grossa, Quedas do Iguaçu, Reserva do Iguaçu, São José dos Pinhais e Terra Boa: 2
Antonina, Araruna, Araucária, Bandeirantes, Campo Bonito, Campo Magro, Campo Mourão, Candói, Conselheiro Mairinck, Corbélia, Coronel Domingos Soares, Cruzeiro do Oeste, Faxinal, Fazenda Rio Grande, Foz do Iguaçu, Foz do Jordão, General Carneiro, Imbituva, Jardim Alegre, Laranjeiras do Sul, Lindoeste, Mamborê, Marechal Cândido Rondon, Mariluz, Nova Esperança, Palotina, Piraquara, Pitanga, Planalto, Pontal do Paraná, Rebouças, Salgado Filho, São João do Triunfo, São Tomé, Sarandi, Sertaneja, Tomazina e Tuneiras do Oeste: 1
No boletim deste sábado dois casos confirmados de Cascavel, em 9 e 24 de maio, foram excluídos do monitoramento de residentes do Paraná, um por dupla notificação e outro transferido para Gaspar (SC).

Além disso, um caso confirmado em 26 de maio em Saudade do Iguaçu foi transferido para Coronel Domingos Soares e um caso confirmado em Santo Inácio, na mesma data, foi transferido para Cascavel, informou a Sesa.

O monitoramento da Sesa registra 65 casos de pacientes que foram atendidos no Paraná, mas residem fora do estado. O aumento em um caso em relação ao número de sexta se deve à transferência de Cascavel para Gaspar (SC). Cinco pacientes de fora morreram pela Covid-19.


Reprodução: G1


Hotel abandonado pega fogo no Centro de Curitiba






O antigo Hotel Poppy pegou fogo na madrugada deste domingo (31) no Centro de Curitiba.

O hotel estava abandonado. Ele se localiza na Rua Saldanha Marinho, em frente à Secretaria de Estado da Cultura. Ninguém ficou ferido.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, alguns ambientes do hotel foram destruídos, enquanto uns ficaram preservados. O prédio tem três andares e é uma construção antiga.

A causa do incêndio ainda não foi informada.

15 mil litros de água
Cerca de 20 bombeiros participaram do combate às chamas. Foram utilizados 15 mil litros de água para controlar o fogo.

O incêndio começou por volta da 1h e foi controlado perto das 5h.

Como parte do hotel é de alvenaria, e outra é de madeira, o fogo se espalhou com mais rapidez, conforme o Corpo de Bombeiros.

As chamas começaram no último andar do hotel. Ainda segundo os bombeiros, sinais encontrados no local indicam que moradores de rua usavam o prédio para se abrigar.

Vestibular de inverno da PUC-PR será 100% online por causa do coronavírus







Há vagas para cursos nos campus de Curitiba, Londrina, Maringá e Toledo. O processo não contempla o curso de Medicina, que tem edital próprio - confira mais abaixo.

A taxa de inscrição é de R$ 30. A lista completa de cursos e vagas está disponível no edital de abertura da seleção.

Inscrições

Para se inscrever, é necessário acessar o site do processo seletivo e seguir três passos: preenchimento do formulário, escrita e envio de carta de motivação e histórico escolar.

Segundo a universidade, a carta é uma espécie de apresentação do interessado à PUC-PR e será avaliada a partir dos mesmos critérios utilizados para analisar uma redação convencional.

O histórico escolar é o documento mais importante da inscrição, pois é por ele que serão analisadas as notas e frequência do estudante para embasar a aprovação no processo.

A universidade destaca que só poderão efetivar a matrícula candidatos que já tenham concluído o Ensino Médio.

Medicina

Para o curso de Medicina, o processo vai considerar o aproveitamento das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), desde que o exame tenha sido realizado a partir de 2015.

As inscrições devem ser feitas até 18 de junho, no site oficial do processo seletivo. A taxa de inscrição é de R$ 220.

Conforme a universidade, são 79 vagas para o campus de Curitiba e 39 para o campus de Londrina.

A relação dos estudantes aprovados em primeira chamada será divulgada no dia 22 de junho, enquanto as listas com os aprovados em segunda e terceira chamadas serão disponibilizadas nos dias 6 e 20 de julho, respectivamente.

Reprodução: G1